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A história do Patchwork

História

O Patchwork desde as antigas civilizaçõesHá tempos, o Patchwork imprime beleza e diferentes composições. Os indícios desta técnica apontam para o antigo Egito, quando povos nômades uniam pedaços de lã e peles de animais para proteger o corpo do frio e das tempestades.
No Museu do Cairo, pode-se conferir o exemplo mais antigo feito com retalho de tecidos bem-apanhados. A peça data do ano 600a.c.! Algumas pesquisas mencionam que, no ano 2a.c. o Patchwork podia ser observado no sul da Sibéria Russa.Mas foi com as cruzadas que alguns países aprenderam sobre as beleza dos tecidos: Pérsia, Síria, Turquestão, China e Índia aparecem como outros usuários do antigo Patchwork, que chegou à Europa no período da Idade Média. Ali, a técnica passou a ser usada tanto para produzir mantas quanto para aplicação, cobrindo partes das roupas desgastadas.
A junção de retalhos também estava sob as pesadas armaduras de ferro no intuito de proteger o corpo dos cavaleiros nas intrépidas aventuras diárias.Feitos com camadas de linho, lã, algodão ou seda ricamente bordadas, vestimentas de Patchwork eram usadas por nobres durante o inverno. A nobreza passou a apreciar a aplicação de recortes de tecido nos estandartes e nas bandeiras de regiões e de famílias importantes. Após um curto período, o uso da técnica estendeu-se a tapetes e acolchoados na Inglaterra, na Alemanha, na França e na Itália.
É atribuído aos italianos o aperfeiçoamento do alcochoado, num trabalho bem mais elaborado e, com efeito, almofadado. Algo parecido com o atual matelassê.

O Patchwork na América

Durante a colonização norte-americana, famílias inglesas e holandesas expandiram a sua prática, generalizando e popularizando-a nos Estados Unidos. Feitas com retalho de roupas velhas e sobras de lã e algodão, as primeiras peças de Patchwork norte-americanas eram bastante rústicas e forma usada pelos integrantes pelas caravanas do "Velho Oeste", protegendo-os tanto do frio quanto da resistência indígena local, que costumava atacar a população durante sucessivos anos de colonização.
O Patchwork teve importante atuação na socialização das mulheres norte-americanas. Sem conhecimento de leitura e com poucas alternativas sociais, elas se reuniam para montar colchas ora para as famílias mais carentes ora para enfeitar o enxoval de jovens prestes a se casar: o fato é que estes encontros freqüentes viraram tradição praticada até hoje. Para tomar os trabalhos mais interessantes e demorados, elas começaram a criar alternativas de técnicas e funções para as peças. Primeiro aplicou-se tecido sobre tecido. Depois foi dada a largada para transformar o patch um retrato da alma dessas mulheres.
Às vezes elas contavam, por meio de aplicações e desenhos, histórias sobre a sua infância; retratavam um encanto ou uma lembrança boa. E, aliado ao quilt - ato de passar a costura entre dois tecidos para formar um volume -, o Patchwork mostrou-se ainda mais especial.

O Patchwork no século XX

O século XX representou o início de uma nova era para a prática do quilt com a invenção de máquinas de costura domésticas e o lançamento de materiais especiais. Estes fatores impulsionaram o surgimento de uma forte indústria caseira que se manteve até a II Guerra Mundial (1939 a 1945), decaindo um pouco quando as mulheres foram trabalhar nas fábricas e no comércio. Mas, por volta dos anos 60, houve um significante resgate da técnica.
Os manufaturados, produzidos em série e em grandes quantidades, careciam, para muitos, de originalidade. O trabalho artesanal resgatou seu valor, sendo representado por inúmeras associações e exibindo toda a sua criatividade em galerias de arte e Museus dos Estados Unidos, em países da Europa e no Oriente.No Brasil o Patchwork e o Quilt começaram a se popularizar nos anos 80 e 90 e, atualmente, tornaram-se criações exclusivas, graças à poesia de sua história e à beleza de seus efeitos.

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